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Time Machine no Tiger ou no Linux

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Há algum tempo atrás, depois de começar a usar um MacBook como a minha máquina principal, decidi voltar a meter o Tiger no meu PowerBook. Tendo em conta o pouco uso que lhe dou actualmente, chega perfeitamente. A única funcionalidade que senti mesmo falta, foi a Time Machine.

Tendo em conta que era uma funcionalidade que também me dava jeito no Linux, decidi investigar um pouco, para ver se encontrava alguma alternativa. Depois de ler isto e isto, consegui perceber o funcionamento da Time Machine. As scripts apresentadas nos sites indicados, tinha o problema de não fazer uma gestão tão elaborada dos backups antigos como a Time Machine. Assim, decidi fazer uma script um pouco mais completa.

O resultado final pode ser encontrado aqui.

É uma script Perl, que faz backups incrementais (usando o rsync), e que apenas apaga os antigos, caso seja usada uma opção disponível para esse efeito. A estratégia seguida para apagar backups antigos é semelhante à seguida na Time Machine: backups das últimas 24 horas, backups diários dos últimos 30 dias, e backups semanais no resto (no entanto, alterando algumas varáveis na script, podemos adaptar isto às nossas necessidade).

Para ter a script a correr de hora em hora, é só adicionar uma entrada no cron (o ideal seria usar o launchd, mas estava a ter alguns problemas com esta alternativa).

NOTA: A script foi testada em Linux (Debian 4.0) e em MacOSX, estando, aparentemente, a funcionar sem problemas. Ainda assim, recomendo algum cuidado com a sua utilização, pois pode conter bugs. Deverá funcionar em qualquer sistema UNIX, mas não testei em mais nenhum, para além dos 2 anteriormente citados.

Os macs são caros?

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

De acordo com um artigo da Tom’s Hardware, a resposta a esta pergunta não é o “sim” incondicional que muita gente teima em dar.

Já em vários momentos fiz pesquisas à procura de portáteis para recomendar a amigos, e era frequente chegar à conclusão de que o MacBook era uma das melhores opções. Em algumas discussões que tive que colegas sobre os preços dos macs, também chamava frequentemente à atenção para o facto de não se estarem a comparar máquinas exactamente iguais, e de, normalmente, algumas vantagens dos macs serem ignoradas. No entanto, sempre aceitei a ideia de que, tirando o caso do MacBook, os macs eram um pouco caros.

Hoje, depois de ler este artigo, The Apple Mac Cost Misconception, percebi que os macs não são significativamente mais caros quando comparados com pcs de qualidade equivalente (em vez de se fazer a comparação com pcs que fazem o mesmo). Isto pelo menos quando escolhemos os modelos base do macs. Os problemas são mesmo os upgrades, que na Apple já ficam bem mais caros do que consegue noutros lados…

Via TUAW.

Time Machine e SMB

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Depois de alguns dias de luta, finalmente consegui pôr a Time Machine a fazer backups para o disco do router!

Primeiro comecei por tentar usar SMB, e depois alguns problemas com permissões, lá consegui montar o volume com permissões de escrita. No entanto, quando tentava fazer o backup, dava sempre erro.
Depois, tentei pôr Netatalk a funcionar no router, para partilhar o disco por AFP, que sendo o protocolo da Apple, funcionaria de certeza com a Time Machine. Apesar de ter conseguido instalar o software necessário, nunca consegui arrancá-lo.
Depois virei-me para o NFS, e depois de muito tempo perdido de volta do ficheiro de configuração (mais uma vez, para acertar permissões), e de mais algum tempo de volta de um problema que fazia com que não conseguisse montar o volume no MacOSX, lá consegui ter o disco disponível. Mais uma vez, quando fui tentar usar a Time Machine com o disco, não consegui.
Pelo meio, ainda tentei usar FTP, mas a Time Machine nem aceitava o volume.

Resolvi então voltar a virar-me para o SMB (por ser o mais simples de pôr a funcionar no router), e tentar resolver o erro da Time Machine. Foi então que cheguei a este site, e depois de mais algumas hora, lá consegui fazer o backup!

Ficam então aqui os passos necessários para se pôr a Time Machine a usar um volume SMB.

O primeiro passo é, obviamente, pôr o SMB disponível, com permissões de escrita. Por omissão, a Time Machime não vai ver este volume, e não o poderemos escolher. Para corrigir este problema, basta executar o comando:

defaults write com.apple.systempreferences TMShowUnsupportedNetworkVolumes 1

Agora já podemos escolher o volume nas preferências da Time Machine. No entanto, no meu caso, quando tentava fazer o backup, depois de algum tempo em preparação, obtinha um erro a dizer que não conseguia criar a imagem.

Para resolver este problema, a solução parece ser criar uma sparsebundle image para a Time Machine usar. Isso pode ser feito através do Terminal, com o comando:

hdiutil create -size <tam>g -fs HFS+J -type SPARSEBUNDLE -volname <nome_vol> <nome_comp>_<mac_addr>.sparsebundle

Onde:

  • <tam> é o tamanho da imagem a criar, e será o tamanho máximo disponível para os backups (neste caso, a unidade é GB)
  • <nome_vol> é o nome que vamos dar à imagem (este parâmetro não é muito relevante)
  • <nome_comp> é o nome do computador (pode ser visto em System Preferences > Sharing)
  • <mac_addr> é o mac address da placa ethernet

No meu caso, fiquei com um comando semelhante a este:

hdiutil create -size 20g -fs HFS+J -type SPARSEBUNDLE -volname "Backup rcg" rcg_003f3baf65f1.sparsebundle

Depois disso, move-se a imagem criada para o volume onde queremos fazer os backups (não é boa ideia criar a imagem directamente onde vamos fazer backup, pois o processo será mais lento).

Supostamente, isto devia ser suficiente para os backups passarem a funcionar… No meu caso, ainda estava a obter um erro, a dizer que não conseguia montar o volume. Só quando desconectei o volume é que os backups deixaram de dar problemas (isto é um pouco estranho, mas pronto).

E é isto, agora já não preciso de passar a vida a ligar e desligar o disco externo. A velocidade não é grande coisa, mas se não fizerem grandes alterações às pastas que fazem backups, deve ser suficiente.
De referir que já li alguns relatos de erros que levaram à perda dos backups, por isso, se estes forem muito importantes para vocês, recomendo que não usem (apenas) este método.

“Tem algo a dizer? Não hesite! :)”

Domingo, 13 de Julho de 2008

Esta frase pode ser encontrada acima da caixa de comentários de um blog que costumo ler. No entanto, acho que os autores do blog deviam fazer uma ligeira alteração à frase: “Tem algo a dizer? Se concorda connosco, Não hesite! :)”.

Na sequência da discussão deste post, resolvi fazer alguns comentários. Não ao post em si, pois acreditei que até era verdade o que diziam (aparentemente, depois de vermos alguns comentários, percebemos que algumas informações talvez não sejam totalmente verdadeiras), e faziam muito bem em informar os consumidores. Apenas respondi a alguns comentários já existentes (sendo o que motivou a minha primeira intervenção, da autoria do autor do post), com os quais não concordava.

Vai-se lá saber porquê (algo me diz que foi por discordar das ideias dos autores do blog), os meus comentários foram apagados. Acho que censurar comentários num blog (ou num fórum, ou noutra coisa semelhante), é mau, e só demonstrar que algumas pessoas apenas querem impor as suas ideias aos outros, sem as discutir sequer. Mas há alguns motivos pelos quais aceito que se tome essa atitude, nomeadamente, quando os comentários se afastam do assunto em discussão, o que até era o caso. Não sei se foi este o motivo, mas se foi, tendo em conta que no meu primeiro comentário me limitei a responder a uma questão implícita num comentário do autor do post, se calhar não devia ser só o meu comentário a ser apagado. Além disso, todos os outros eram respostas a comentários que se mantinham fora do assunto inicial, mas que não fora apagados (será porque eram favoráveis às opiniões do blog?).

Mas o pior de tudo, é que as respostas aos meus comentários continuaram por lá. Ora isto parece-me uma falta de seriedade bastante grande, pois deixam as pessoas fazerem-nos as críticas que quiserem, e retiram-nos a hipótese de nos defendermos e refutarmos essas críticas. Mais ainda, numa das respostas do autor do post (que pode ser vista no fundo da imagem que está neste link*), este dá a ideia que eu defendo uma coisa, quando eu tinha dito explicitamente no final de um comentário que ele cita, que não defendia isso (curiosamente, omitiu na citação a parte onde eu dizia isso), e coloca-me questões às quais ele (pressuponho que sendo um dos autores do blog também tenha alguma responsabilidade nos comentários que são apagados) não me dá a hipótese de responder.

Penso que isto é particularmente grave, sobretudo o facto do autor do post ter deixado uma resposta a um comentário que apagou (se não foi ele, tal como já disse, penso que devia poder intervir no assunto), e que sabe que não pode ser criticada. É curioso que sejam atitudes tomadas por pessoas que se dizem defensoras da liberdade (ou pelo menos da liberdade no software)… Parece que têm um conceito de liberdade estranho.


* Na mesma imagem, podem ver na parte de cima a citação de um post que parece deitar por terra a afirmação de que “O iPhone bloqueia o Software Livre” presente no post inicial (que se intitula 5 motivos para evitar o iPhone 3G), mas curiosamente, o autor da resposta, que é o também o autor do post, ignora que a sua afirmação parece ser inválida, e em vez de tentar mostrar que não, resolve tentar encontrar outros defeitos na política da Apple (sublinho que também acho que não faz qualquer sentido que a Apple controle o software que é instalado no iPhone, e que obrigue os programadores a darem-lhe parte das receitas obtidas com a comercialização de software para o iPhone).
E já agora, aparentemente, a afirmação do “iphone tracking” também é falsa, pelo menos já há lá um comentário a dizer porquê, e ainda não vi ninguém a mostrar que ele estava errado.
É claro que os erros continuam no post inicial, o que dá a entender que o objectivo dos autores não é informar os consumidores de possíveis defeitos do iPhone, mas defender cegamente um ponto de vista.


(editado a 14 de Julho de 2008, às 15h35min)

NOTA: O Rui Seabra (autor do post em discussão), deixou alguns esclarecimentos ao assunto. De acordo com o mesmo, tratou-se de um problema do sistema anti-spam. Para mais esclarecimentos podem ler os comentários.
De referi que, à data da escrito deste post, as afirmações que fiz eram válidas (embora algumas das suposições o pudessem não ser, nomeadamente no que respeita às possibilidades do Rui Seabra intervir no assunto).
Por último, agradeço o facto deste ter recuperado os meus comentários.

Está quase perfeito : )

Sábado, 31 de Maio de 2008

Na sequência de posts dedicados ao Leopard, tencionava ter escrito ainda mais uma crítica, sobre uma das funcionalidades sobre a qual tinha mais expectativas, mas que acabou por me desiludir bastante, o Spaces. Infelizmente acabei por não ter tempo de escrever ver nada antes.

E estou a escrever agora porque parece que com a última actualização do SO, a versão 10.5.3, a maior partes dos problemas foram resolvidos :)

Bem, primeiro, os problemas que havia anteriormente. Basicamente, o Spaces tinha sido pensado para os utilizadores organizarem as várias áreas de trabalho em função das aplicações, i.e., para que todas as janelas de uma aplicação estivessem concentradas num único espaço. Pessoalmente, nunca me pareceu que isso fosse a melhor maneira de fazer as coisas… Embora para algumas aplicações (como o iTunes, o iCal, o Mail, o Adium, e outras em que normalmente só tenho uma janela aberta) até usasse sempre a mesma área de trabalho, preferia organizavar as coisas em função das tarefas que estava a efectuar, e tinha aplicações como o Terminal, o Safari, o Vim, etc. constantemente a serem abertas e fechadas em vários espaços.

Mas afinal qual era o problema?
Quando tinha uma janela do Safari, por exemplo, aberta na área 1, e estava a trabalhar na área 2, onde precisava de abrir também uma janela do Safari, caso clicasse no ícone do Safari na Dock, ou usasse o Cmd+Tab para mudar de aplicação, ia parar à área 1 (onde estava uma janela do Safari aberta). Ou seja, abrir janelas de uma aplicação que só tinha janelas abertas noutros espaços, era uma chatice. Pior do que isso, às vezes, até quando tinha janelas abertas na área de trabalho actual, as coisas funcionavam mal…
Ainda usei esta opção para desactivar as mudanças de espaço automaticamente, mas aí, quando mudava de aplicação, mesmo tendo janelas abertas no espaço em que estava a trabalhar, nem sempre passavam para a frente das outras (eventualmente seriam as janelas de outro espaço que estavam a ser activadas, não sei). Embora tenha continuado com esta opção assim, o Spaces não funcionava tão bem como devia.

Mas agora parece que as coisas já começaram a funcionar!
A última actualização, para além de corrigir alguns aspectos que eram mesmo bugs (como o mudar de espaço quando existiam janelas no espaço actual), trouxe uma nova opção nas preferências, que permite desactivar a mudança de espaços, mas não totalmente. Assim, quando clicamos na Dock, ou usamos o Cmd+Tab para mudar de aplicação, não se muda de área de trabalho. No entanto, se clicarmos na Dock quando já temos a aplicação activa (se clicarmos duas vezes na Dock, por exemplo), já mudamos de espaço.

Apesar de ainda ter alguns pormenores que poderiam ser melhorados (por exemplo, permitir que se escolham as aplicações para as quais queremos ou não mudar de espaço, da mesma forma que podemos associar uma aplicação a um espaço), parece que já está bastante bom.

OpenOffice

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Experimentei hoje o beta da última versão do OpenOffice. Apesar de raramente usar este tipo de software para produzir documentos, infelizmente tenho que possuir alguma coisa deste género para abrir os documentos que me enviam…

Quanto ao OpenOffice propriamente dito, parece que finalmente tem uma versão minimamente decente para mac. Apesar das melhorias, o desempenho é péssimo… Quase 1 min para abrir uma apresentação, e ao visualizar, demora vários segundos a mudar de página. Até em coisas simples como alterar as preferências, se nota uma enorme lentidão.

Não sei como é que anda o MS Office 2008, mas a versão anterior sempre tinha um desempenho aceitável… Também é verdade que esta versão do OpenOffice ainda é um beta, vamos esperar pela versão final a ver se as coisas melhoram.

Embora exagerada, é uma comparação interessante

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

É que o meu desktop cá de casa ainda consegue ser pior do que esse pc, e mesmo não sendo um adepto dos iMacs, quando olho para a quantidade de cabos que tenho, é impossível não pensar num :D

Time Machine

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Continuando a série de posts sobre o Leopard (que instalei recentemente), desta vez venho fazer algumas observações sobre a Time Machine.

É sem dúvida uma das novidades de destaque desta nova versão do Mac OS X, e é notável a forma como a Apple consegue pôr qualquer leigo em informática a manter um histórico de backups bem planeado, sem qualquer dificuldade (se bem que uma Time Capsule dava jeito para não ter que se andar sempre a ligar o disco externo).

Depois, a interface de navegação nos backups também me parece bem conseguida, sendo bastante intuitiva, e tendo um aspecto bastante agradável. Pois… mas mais uma vez, este agradável é muito bonito para quem tiver uma boa máquina. Não sei se existe alguma opção para simplificar a interface, tornado o mecanismo mais usável, eu pelo menos ainda não vi nada, e sem ela, tentar recuperar um ficheiro usando a Time Machine, é uma valente dor de cabeça.

PS: Presumo que nas máquinas mais recentes este problema não se levante, pois se assim não for, parece-me uma falha grave da Apple.

Agora os pontos negativos

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Como referi no post anterior, instalei recentemente o Leopard no meu portátil.

Depois de uma primeira impressão bastante positiva, ao fim de alguns dias de utilização, começo a ficar um pouco desiludido. Não pelas novas funcionalidades (onde tenho também tenho algumas críticas a fazer, mas que ficam para outro dia), mas sobretudo pela falta de estabilidade.

Nestes 5 dias de utilização do Leopard, acho que tive mais problemas do que em 2 anos de utilização do Tiger. É verdade que o sistema é recente, mas mesmo assim, quando comecei a usar o Tiger este também ainda tinha poucos meses, e não foi por isso que deixou de ser um SO extremamente estável.

Mais uma vez, esperava um pouco mais… Vamos lá esperar pela próxima actualização a ver como ficam as coisas, se calhar o problema é estar mal habituado :)

Leopard

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Ontem (e hoje…) lá consegui arranjar algum tempo para instalar o Leopard, e depois de uma horas largas de volta de backups, instalação de software, actualizações, configurações, a compilar programas, etc., já está quase tudo a voltar ao normal.

Para já, o único inconveniente a referir, parece ser o facto do Leopard ser um pouco mais pesado do que o Tiger (e o meu velhinho PowerBook G4, já se começa a queixar). De resto, gostei bastante do Spaces, o TimeMachine também parece funcionar bem, e outras aplicações, como o Finder, o Spotlight, o Mail, o iCal, o Preview, ou mesmo o Terminal (restringindo-me às aplicações que uso regularmente), trazem algumas pequenas novas funcionalidades que dão bastante jeito. No geral, parece-me que valeu bem os 65€ que paguei por ele.