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Entradas com Etiqueta ‘Liberdade’

“Tem algo a dizer? Não hesite! :)”

Domingo, 13 de Julho de 2008

Esta frase pode ser encontrada acima da caixa de comentários de um blog que costumo ler. No entanto, acho que os autores do blog deviam fazer uma ligeira alteração à frase: “Tem algo a dizer? Se concorda connosco, Não hesite! :) ”.

Na sequência da discussão deste post, resolvi fazer alguns comentários. Não ao post em si, pois acreditei que até era verdade o que diziam (aparentemente, depois de vermos alguns comentários, percebemos que algumas informações talvez não sejam totalmente verdadeiras), e faziam muito bem em informar os consumidores. Apenas respondi a alguns comentários já existentes (sendo o que motivou a minha primeira intervenção, da autoria do autor do post), com os quais não concordava.

Vai-se lá saber porquê (algo me diz que foi por discordar das ideias dos autores do blog), os meus comentários foram apagados. Acho que censurar comentários num blog (ou num fórum, ou noutra coisa semelhante), é mau, e só demonstrar que algumas pessoas apenas querem impor as suas ideias aos outros, sem as discutir sequer. Mas há alguns motivos pelos quais aceito que se tome essa atitude, nomeadamente, quando os comentários se afastam do assunto em discussão, o que até era o caso. Não sei se foi este o motivo, mas se foi, tendo em conta que no meu primeiro comentário me limitei a responder a uma questão implícita num comentário do autor do post, se calhar não devia ser só o meu comentário a ser apagado. Além disso, todos os outros eram respostas a comentários que se mantinham fora do assunto inicial, mas que não fora apagados (será porque eram favoráveis às opiniões do blog?).

Mas o pior de tudo, é que as respostas aos meus comentários continuaram por lá. Ora isto parece-me uma falta de seriedade bastante grande, pois deixam as pessoas fazerem-nos as críticas que quiserem, e retiram-nos a hipótese de nos defendermos e refutarmos essas críticas. Mais ainda, numa das respostas do autor do post (que pode ser vista no fundo da imagem que está neste link*), este dá a ideia que eu defendo uma coisa, quando eu tinha dito explicitamente no final de um comentário que ele cita, que não defendia isso (curiosamente, omitiu na citação a parte onde eu dizia isso), e coloca-me questões às quais ele (pressuponho que sendo um dos autores do blog também tenha alguma responsabilidade nos comentários que são apagados) não me dá a hipótese de responder.

Penso que isto é particularmente grave, sobretudo o facto do autor do post ter deixado uma resposta a um comentário que apagou (se não foi ele, tal como já disse, penso que devia poder intervir no assunto), e que sabe que não pode ser criticada. É curioso que sejam atitudes tomadas por pessoas que se dizem defensoras da liberdade (ou pelo menos da liberdade no software)… Parece que têm um conceito de liberdade estranho.


* Na mesma imagem, podem ver na parte de cima a citação de um post que parece deitar por terra a afirmação de que “O iPhone bloqueia o Software Livre” presente no post inicial (que se intitula 5 motivos para evitar o iPhone 3G), mas curiosamente, o autor da resposta, que é o também o autor do post, ignora que a sua afirmação parece ser inválida, e em vez de tentar mostrar que não, resolve tentar encontrar outros defeitos na política da Apple (sublinho que também acho que não faz qualquer sentido que a Apple controle o software que é instalado no iPhone, e que obrigue os programadores a darem-lhe parte das receitas obtidas com a comercialização de software para o iPhone).
E já agora, aparentemente, a afirmação do “iphone tracking” também é falsa, pelo menos já há lá um comentário a dizer porquê, e ainda não vi ninguém a mostrar que ele estava errado.
É claro que os erros continuam no post inicial, o que dá a entender que o objectivo dos autores não é informar os consumidores de possíveis defeitos do iPhone, mas defender cegamente um ponto de vista.


(editado a 14 de Julho de 2008, às 15h35min)

NOTA: O Rui Seabra (autor do post em discussão), deixou alguns esclarecimentos ao assunto. De acordo com o mesmo, tratou-se de um problema do sistema anti-spam. Para mais esclarecimentos podem ler os comentários.
De referi que, à data da escrito deste post, as afirmações que fiz eram válidas (embora algumas das suposições o pudessem não ser, nomeadamente no que respeita às possibilidades do Rui Seabra intervir no assunto).
Por último, agradeço o facto deste ter recuperado os meus comentários.

Democracia vs Liberdades

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Democracia não é sinónimo de Liberdades

Islam needs democracy, dizem. Pois, Bush tb dizia o mesmo.

Não, o Islão não precisa de democracia. O islão precisa de liberdades. Precisa de liberdade de pensamento, que não existe. Precisa de liberdade de expressão, que não existe. Precisa de dar liberdade às mulheres, escravas do pais, maridos e filhos. Precisa de tribunais independentes, que não existem.

Depois tudo tudo, então sim, venha a democracia. Sem isto tudo, a democracia só vai piorar as coisas.

Direito à privacidade

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

P2P: Privacidade garantida

A arbitragem do organismo europeu foi requerida pela justiça espanhola depois da Associação de Editores e Produtores de Música ter exigido à empresa Telefonica o fornecimento da identidade e moradas de utilizadores que partilham ilegalmente ficheiros de música digital.

A empresa de telecomunicações recusou o pedido da associação, porque, segundo a lei espanhola, as empresas podem recusar fornecer os dados dos clientes, quando não se tratam de casos de segurança pública ou de defesa nacional.

O tribunal europeu apoiou a lei espanhola, dizendo que a protecção dos direitos de autor não deve prejudicar a protecção das informações pessoais, noticia a Lusa, que cita um comunicado do organismo.

[...]

Apesar de não ser dos que acham que quem faz downloads ilegais não faz nada de errado, fico contente por ver que ainda temos direito a alguma privacidade…

Embrace, extend and extinguish

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Embrace, extend and extinguish

“Embrace, extend and extinguish,” also known as “Embrace, extend, and exterminate,” is a phrase that the U.S. Department of Justice alleged was used internally by Microsoft to describe their strategy for entering product categories involving widely used standards, extending those standards with proprietary capabilities, and then using those differences to disadvantage its competitors.

[...]

The strategy

The alleged strategy’s three phases are:

  • Embrace: Development of software substantially compatible with a competing product, or implementing a public standard.
  • Extend: Addition and promotion of features not supported by the competing product or part of the standard, creating interoperability problems for customers who try to use the ’simple’ standard.
  • Extinguish: When extensions become a de facto standard because of their dominant market share, they marginalize competitors that do not or cannot support the new extensions.

[...]

Aqui está mais uma das razões pelas quais evito usar os produtos da MS…

Liberdade

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Sócrates e a liberdade

[...]

MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A videovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas. A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na “comunicação social” em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.

[...]

TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…

Vale a pena ler este excelente artigo de António Barreto.

Acerca das recentes declarações de James Watson…

Domingo, 21 de Outubro de 2007

onde este defendeu que o negros eram menos inteligentes do que os brancos, penso que vale a pena ler o seguinte texto: Racismo e o efeito corrosivo da filosofia.

E já agora, ainda dentro do mesmo tema: Quando a verdade não interessa.

DRM

Sábado, 6 de Outubro de 2007

Nos últimos anos, a indústria musical tentou combater a pirataria dos produtos que comercializam através do DRM. Mas ao que parece, as coisas não correm muito bem, isto porque o DRM não só não impede a pirataria, como acaba por prejudicar as pessoas que compram os produtos legalmente, que vêem o acesso às obras pelas quais pagaram restringido, o que não incentiva as pessoas a recorrer a vias legais para comprar os produtos.
Por isso, não foi de admirar que algumas empresas começassem a mudar de política, é o caso, por exemplo, da Apple e EMI, que há uns meses atrás, decidiram começar a vender música sem DRM, ou da Amazon, que também já disponibiliza músicas de várias editoras sem DRM.

Mas agora, um grupo musical decidiu ir mais longe, os Radiohead resolveram disponibilizar o seu novo álbum na internet, deixando ao critério de cada um quanto vai pagar por ele. Esperemos que consigam mostrar às editoras que a solução para a pirataria passa por uma mudança no modelo de negócio, e não pelas restrições do DRM.